Segundo estudo publicado pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética), foram investidos mais de R$ 740 bilhões entre 2010 e 2022 em energia elétrica no Brasil, com valores anuais que superam R$ 60 bilhões.
Referente aos investimentos anuais em MMGD (micro e minigeração distribuída), os mesmos mais do que dobraram nos últimos anos. A fonte fotovoltaica, no caso, teve amplo predomínio nos aportes desse segmento.
Segue, abaixo, os gráficos que mostram os números alcançados pelo setor de MMGD:
Geração centralizada
Outro ponto destacado pela pesquisa é que praticamente metade dos investimentos entre 2010 e 2020 foram feitos no segmento de geração centralizada – totalizando R$ 353,6 bilhões -, com quase 90% voltado para fontes renováveis.
Entre 2010 e 2012, por exemplo, a parcela mais significativa dos aportes em projetos de geração de energia era referente à fonte hidrelétrica. A partir do ano de 2013, os aportes feitos em projetos da fonte eólica passaram a ter relevância semelhante, se tornando o maior montante entre as partes a partir do ano de 2018.
Enfatiza-se também os investimentos realizados em projetos de geração solar fotovoltaica centralizada, que se iniciaram em 2016 e, no ano de 2020, se tornaram a segunda maior parcela dentre os montantes observados.
Investimentos em eficiência energética
Segundo o relatório da EPE, entre 2010 e 2020, o investimento médio anual em eficiência energética foi de quase R$ 700 milhões, com um total acumulado de mais de R$ 8,5 bilhões.
Investimento em P&D
Para Pesquisa & Desenvolvimento, o investimento médio anual foi da ordem de R$ 740 milhões entre 2010 e 2020, somando mais de R$ 8 bilhões de aportes no segmento.
Distribuição e transmissão de energia elétrica
Ao todo, foram investidos mais de R$ 186 bilhões em distribuição de energia elétrica no horizonte 2010 – 2020. Com valores anuais com tendência de crescimento, o segmento de distribuição de energia elétrica apresentou uma média de aportes superior a R$ 16 bilhões no horizonte.
Com relação à transmissão, foram mais de R$ 160 bilhões investidos entre 2010 e 2020. Nos últimos anos, observa-se maior representatividade dos investimentos de linhas de transmissão em comparação com valores associados a subestações.